Minha utopia - e todas as suas vertentes.




O amor romântico é uma doença. Implantada na sociedade a séculos atrás, quando Shakespeare, por exemplo, lançara suas primeiras obras. Afinal, qual é? Que tipo de pessoa cometeria a loucura de perder a própria vida só por amor? Tolice. Desde que me entendo por gente fui influenciada socialmente a achar que o amor tem a ver com uma perfeição que nunca presenciei na vida real. É claro que uma pitada de açúcar ou mel de vez em quando não faz mal. Pelo contrário, a ausência disso até torna tudo muito monótono, na minha opinião. Eu gosto da emoção. Mas o que tenho observado é que a maioria dos relacionamentos atuais não resistem porque procuramos no outro uma versão perfeita de nós mesmos. Não aceitamos que o outro é de fato diferente, e que por ventura, veio de uma criação, costumes e memórias também diferentes. Dentro do amor romântico, isso é perturbador. E por mais que exista paixão, não há sentimento que possa ter força em contrapartida com o vazio de si mesmo. Posso te contar algo que você já sabe? O vazio ocupa um espaço enorme. E ele te incentiva a esperar muito de quem se relaciona. Você espera do outro(a) o que não faz por si mesmo. E vice e versa. O amor próprio é aconchego no teu próprio silêncio, quando não há mais ninguém. Fique confortável consigo mesmo, e veja que depois disso, seus relacionamentos ficarão mais firmes. Claro que, por ventura, uma hora ou outra, você talvez encontre alguém que te apresente a leveza... Mas você precisa se amar, para poder reconhecer quando essa simplicidade chegar.
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A gente tem o hábito de achar que coragem só tem a ver com enfrentar situações de perigo. Atirar-se de algum lugar, acariciar um animal selvagem. Vai muito além disso.  Hoje estou aqui para dizer que a coragem mais difícil de ser alcançada é aquela que te aproxima de si mesmo. A verdadeira coragem fala muito mais sobre enfrentar sentimentos e situações intangíveis. Ela está subentendida num novo corte de cabelo, ou até mesmo num gesto simples quando você resolve ignorar alguém que te faz mal. E de uns tempos para cá, eu tenho sido mais corajosa. Não, eu ainda não lido tão bem com críticas. Mas tento a cada dia superar uma etapa das minhas inseguranças. É muito difícil seguir nossas próprias vontades. Ao tomar uma decisão, antes mesmo de nós medirmos se vai ser algo positivo para si, já logo pensamos no que ''Fulano'' vai achar sobre. Mas também se o ''Ciclano'' vai concordar, e o ''Beltrano'' vai gostar. A verdade é que eles sempre vão existir. E tudo bem cada um ter sua opinião. Mas a coragem é tem um peso maior do que meia dúzia de conselhos alheios. Ela é aquela sua vontade reprimida, doida para se mostrar ao mundo. Seu verdadeiro eu. Seja louco, ame muito. Pode rir escandalosamente, chore o quanto precisar. Pinta o cabelo de rosa, põe sua calça jeans rasgada, vá a lugares incomuns, recém abertos... Que tal começar um curso novo? Troque de área profissional, faça novas amizades... Seja o que te faz bem. Seja você.

Os corajosos são os melhores loucos... e os mais felizes.


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Dentro do que imaginamos saber, a única certeza que tenho é que a vida é uma grande viagem. E por mais que não conheça o destino final, afirmo que te escolhi pra sentar do meu lado desse ônibus. Dividiremos as lembranças, degustaremos as paisagens, e quando for preciso; mudaremos de banco, para que eu possa olhar através do seu ponto de vista. Seria chato demais ficarmos apenas observando a visão da minha poltrona durante todo o tempo, não é mesmo? E tudo bem se vez ou outra eu precisar dormir no seu ombro, caso a viagem por vezes se torne cansativa. O meu estará lá para você também. Nessa excursão da vida o que desejo é que sua passagem seja boa comigo. Sem te aprisionar nesse transporte, por mais chato que ele seria sem você. Enquanto houver amor estarei ao seu lado nesse caminho. Dentro do nosso infinito. Pra sempre, enquanto nosso bem estar prevalecer.
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Vinte e dois. Região Serrana do Rio de Janeiro. Estudante de Jornalismo e Direito; universitária pelo ócio e pseudo escritora nas horas vagas! Fã de Paulo Coelho, Nietzsche e Bukowski. Criou o M.U para colocar em prática uma parte de sua criatividade exacerbada e, diga-se de passagem, seus pensamentos utópicos.

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